Entre o dia 21 de agosto e hoje, 21 de outubro, o prefeito de Araputanga, em exercício já recebeu, nas contas do município, via Banco do Brasil, R$4.392.943,00 Nos 62 dias decorridos da “nova gestão”, a média diária de dinheiro encaminhado para as contas públicas de Araputanga é de R$ 70.853,92 através da Instituição financeira federal. No total, o valor arrecadado pelo município é maior que o montante divulgado nesta reportagem, pois, ainda não tivemos acesso ao total recebido a título de ISS, ITBI etc.
O lamento de credores e o silencioso sofrimento dos inocentes que precisam de serviços básicos de qualidade, estão entre os muitos dramas que precisam de solução administrativa do Poder Executivo. Se não for apontados caminhos que indiquem superação dos desafios que a gestão enfrenta, em breve, o novo prefeito poderá passar a ser cobrado pela população.
PIZZAS E CPI
Se a liminar que afastou o gestor eleito trouxe instabilidade ao grupo político e mais incertezas à população, a decisão da Justiça foi o “empurrão” que levou a outros passos nos diversos movimentos que, ruidosos ou silenciosos, foram desencadeados na cidade.
Nos meses de março, abril e maio a manifestação de populares começou a ganhar as ruas A aglutinação promovida pelos “Amigos de Araputanga” reuniu pessoas dispostas a enfrentar os vereadores colocando nariz de palhaço.
Depois do afastamento do gestor, a população já viu faixas estendidas nas principais ruas pedindo investigação; o impensável já aconteceu quando populares se manifestaram de viva-voz, na Câmara, desautorizando representantes.
A desmoralizante distribuição de pizza no plenário do Legislativo araputanguense, durante a Sessão de 28 de setembro/15, o Decreto fechando as portas da Prefeitura para atendimento público, sabotagem realizada em máquina pesada, de propriedade do município, que recebeu areia no compartimento de óleo do motor e, na madrugada de hoje (21), (outra sabotagem?) corte de cabos elétricos da estação de bombeamento de água põe em xeque o conjunto da Administração pública municipal. Será que ainda não chegamos ao fundo do poço?
TRAGÉDIA ANUNCIADA
Quem não se lembra das promessas feitas no palanque em 2012? 34 meses depois vivemos ‘A Divina Comédia araputanguense’. A escolha do povo é a responsável pela conjuntura atual e, não foi por falta de alertas. Entre os mais abalizados já se admite que o conjunto da sociedade possa ter errado na escolha do gestor; uma das justificativas é a suposta falta de opção.
MEA CULPA
Se isso fosse verdade, talvez a verdadeira justificativa viesse do ato daqueles que erraram admitir tal falha através do mea culpa, batendo forte no peito para a se acusar. Uma análise mais criteriosa ainda pode ser sugestiva para o futuro que se aproxima em 2016;. os cidadãos do Bem precisam de alguma forma se unir para reconduzir os destinos da cidade ao caminho do desenvolvimento, do qual jamais deveria ter saído.